Comentário de Êxodo, capítulos 1 e 2
Bom dia! Iniciamos hoje a meditação no livro de Êxodo, Deus abençoe mais esta jornada!
Este é o segundo livro da Bíblia e trata da continuação da história do povo Hebreu após a morte de José e toda a sua geração.
O versículo 7 relata que os descendentes de Israel “frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles,” Podemos notar que a promessa que Deus fez a Abraão, Isaque e Jacó estava se cumprindo, o povo multiplicava-se muito e Deus os abençoava em tudo!
Um novo rei assumiu o trono do Egito, e esse não conhecia José e começou a observar a grandeza dos filhos de Israel. Ele pensou que os Hebreus pudessem se aliar a inimigos e virem contra o Egito, por isso começou a persegui-los. O fato de o novo rei não ter laços de amizade com José, como o anterior, o fez desconfiar do povo de Israel. Era necessário que cressem em Deus, pois Ele sempre se lembraria de José, de seus antepassados e seus descendentes!
A primeira ação do rei para afligir os filhos de Israel foi impor-lhes muitos tributos e trabalhos forçados, porém o versículo 12 relata que quanto mais eles eram apertados, mais cresciam. As dificuldades geram experiência naqueles que têm entendimento de saber lidar com elas, os sábios crescem nos tempos de crise! Principalmente porque Deus dá o crescimento!
No versículo 15 lemos que a segunda tentativa do rei para inibir o crescimento dos filhos de Israel foi ordenar às parteiras das hebreias, Sifrá e Puá, que quando nascessem meninos estas os matassem e se fosse menina que deixassem viver, porém as pateiras temeram a Deus e não fizeram o que lhes foi ordenado, por essa atitude foram abençoadas por Deus e ganharam casas. O temor a Deus deve estar acima de tudo e de todos sempre!
A terceira tentativa, foi a de ordenar a todo o povo que se nascessem meninos os lançassem no rio e se nascessem meninas que as deixassem viver.
No capítulo 2 lemos que um homem da tribo de Levi casou-se com uma descendente de Levi, e ela concebeu e teve um menino. Ela tentou escondê-lo, porém só conseguiu por três meses e então preparou uma arca impermeável e colocou o menino dentro e e depois no rio, ficando a irmã do menino a observar o que aconteceria.
E a filha de faraó vendo a arca mandou que buscasse e abrindo viu o menino chorando, movendo de intima compaixão resolveu ficar com ele. A irmã de Moisés sugeriu que uma mulher hebreia cuidasse do menino, a filha de faraó aceitou a proposta e a mãe do menino foi chamada para cuidar do próprio filho, sem revelar a verdade, e recebendo salário para isso.
O nome do menino foi dado pela filha de faraó e foi Moisés, que significa tirando, pois foi tirado do rio, como narra o versículo 10. É interessante notar que mesmo que os pais do menino tenham colocado um nome nele, o nome que prevaleceu foi o que significa tirando e só poderia ter sido colocado por quem o retirou do rio. A nossa história não se resume ao grupo familiar onde nascemos ou ao lugar onde moramos, ou a qualquer outra circunstancia terrena, mas está ligada ao plano de Deus para a nossa vida!
Moisés cresceu com a mãe, e apenas quando já era grande a filha de faraó o adotou, por isso ele sabia que era descendente do povo hebreu. Um dia em que ele saiu para ver seu povo, se deparou com os trabalhos forçados e viu um egípcio ferindo um hebreu, reagiu matando o egípcio e enterrando na areia.
Moisés pensava que não tinha sido visto por ninguém, porém no dia seguinte ficou sabendo que todos haviam descoberto. Ele então temeu e fugiu, pois faraó já o queria matar. O ato impensado de Moisés o fez passar grandes problemas, porém mais uma vez a misericórdia do Senhor o fez transformar dificuldade em bênção!
Moisés, se aproximou de um poço e ali observou que havia sete mulheres para dar água a um rebanho, elas eram filhas de Reuel, o sacerdote de Midiã. Os pastores chegaram e as afastaram dali, porém, Moisés as defendeu e deu água a seu rebanho.
O pai das moças o chamou para comer em sua casa em agradecimento e em seguida Moisés morou com ele e recebeu a filha do Sacerdote, Zipora, por sua esposa, e teve um filho chamando-o de Gérson.
O rei do Egito morreu, e nesse momento o povo suspirou por causa da servidão, e Deus ouviu seu gemido e lembrou-se da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó.
Não era necessário para Deus que o rei morresse para que ele pudesse salvar seu povo, porém nesse tempo o povo suspirou e clamou, provavelmente na esperança de que assumisse o trono outro que não fosse cruel com eles.
Se esperarmos nossos olhos verem boas perspectivas para podemos orar, isso não será suficiente, devemos crer ainda mais quando as coisas estão muito difíceis! E clamarmos, pois certamente ele nos responderá!
Deus nos abençoe.
Andrei de Andrade
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